God of War (PSP Exclusive)



 Após conquistar o posto de Deus da Guerra, Kratos acreditou que finalmente teria o respeito que sempre mereceu. No entanto, mesmo sentado no trono do Olimpo, ele continuava sendo tratado com desdém pelos outros deuses. Entre eles, havia um em especial que jamais aceitaria ver um mortal ocupar lugar entre os imortais: Hades, senhor do submundo.

Furioso com as constantes interferências de Kratos nas batalhas e no destino das almas dos guerreiros, Hades envia criaturas das profundezas para atacar Esparta. Esqueletos em chamas caminham pelas ruas, espectros arrancam a alma de soldados vivos e feras infernais devoram tudo o que veem pela frente. Ao ver sua cidade prestes a ser consumida pelo caos, Kratos não hesita — com as Lâminas do Caos em mãos, ele promete levar a guerra para onde nenhum deus ousaria ir: o coração do submundo.

Ao atravessar os portões do além, Kratos se vê cercado por rios de fogo, almas chorando em agonia e colunas de ossos que se movem como serpentes vivas. Lá, ele enfrenta o Cérbero de Ossos, um cão titânico feito de crânios humanos. Em seguida, encara Caronte, o barqueiro que antes apenas transportava almas, mas agora revela sua verdadeira forma: um guerreiro espectral sedento por vingança. Mesmo após derrotá-los brutalmente, o caminho até o palácio de Hades se torna cada vez mais sombrio, com espíritos tentando enganá-lo e lembranças de seu passado ressurgindo para atormentá-lo.

No auge da jornada, Kratos é surpreendido por Hécate, deusa da necromancia, que tenta dominá-lo mentalmente usando a imagem de sua filha. Mas o Fantasma de Esparta não conhece piedade — ele rompe o feitiço e a destrói com a própria magia das almas. Por fim, ele chega ao trono de Hades, onde o deus o aguarda envolto por correntes flamejantes e coroado por sombras vivas.

A batalha que se segue é tão brutal que faz até as paredes do Tártaro tremerem. Hades convoca milhares de almas para esmagar Kratos, mas o espartano canaliza o poder dos mortos contra o próprio deus. No instante final, ele lança as correntes do Tártaro contra Hades e o aprisiona para sempre em sua própria prisão.

Kratos poderia tê-lo matado — mas escolheu deixá-lo vivo, apenas por arrogância. Ao sair do submundo, ele olha para o céu e declara:

“Nem mesmo a morte pode me deter. Que os deuses se preparem… pois a guerra está longe do fim.”

E assim nasceria God of War: Wrath of Hades, o capítulo perdido de Kratos — um jogo tão brutal e épico que faria o PSP alcançar seu auge como máquina de guerra portátil.

JOGO